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terça-feira, maio 05, 2009

E quando chegar no céu...?!



Eis a pergunta que não quer calar:


Quem morre de gripe suína vira espírito de porco?!

Fala sério: é preocupante e doloroso!



Melíflua

Deliciosamente de seus lábios ecoam
palavras completas de sentimentos
nas mensagens elas se transformam
sem profundos comprometimentos.

Tem um modo de falar não comum
ditos nos dias de hoje pós-modernos
é capaz de nos surpreender nalgum
momento em comentários fraternos.

Se escrevo suave e harmoniosamente
possuidora de maneira branda ou doce
Não está errado em delicadamente
me chamar de melíflua, digo a voce:

Caro Confrade, este é meu jeito de ser
alguns dizem que minha voz é mel
para isso é preciso deixar acontecer
um sorriso e elevo meus olhos ao céu.

Embora não tenha rosto para saber
quem é voce pessoa tão agradável,
apenas uma imagem a nos inaltecer
com presença constante e amável.

Eu me deleito e portanto me apetece
desafios ou simplesmente um elogio
vindo do coração por isso voce merece
resposta com melifluidade eu lhe sorrio!

(de Sissym)

domingo, maio 03, 2009

Era uma vez a padaria da esquina

Eu moro na Gávea, Rio de Janeiro, há mais de 13 anos e vi algumas mudanças no bairro. Francamente, não notei nada qualitativo. Exceto a ciclovia que veio compor uma necessidade dos ciclistas (e sou adepta). Posso elogiar a reforma recente do Shopping da Gávea, que nos brindou com salas de cinemas. Aliás, eu sinto falta dos guardas de trânsito que ajudavam a evitar o caos nos cruzamentos internos e sinais. Aqui ninguém respeita sinal. Os pedestres precisam ter muito cuidado para não serem atropelados ao cruzarem as ruas quando os semáforos estiverem lhe dando passagem.

Isso seria um assunto e tanto, mas vou falar de outro: a padaria da esquina.

Quando vim morar na Gávea havia três padarias muito próximas. Sendo a situada na esquina da Rua Professor Manoel Ferreira a melhor. Os pães eram deliciosos com suas massas levíssimas. O charme dela ficava por conta dos fins-de-semana quando moradores se encontravam num café da manhã a céu aberto. Era muito gostoso. A lanchonete tomava a esquina da rua citada. Preferíamos ficar lá em pé e papear. Levávamos carrinhos de bebes e crianças maiores.

Contudo, antes de fazerem uma grande obra, não sei se foi troca de sócios, infelizmente os pãezinhos deixaram de ser tão saborosos e muitos de nós passamos a comprar no Zona Sul que realmente tem uma deliciosa padaria (mas preciso andar mais).

Quando a obra terminou, para desagrado dos usuários (e de fins-de-semana) a lanchonete foi relocada para o outro lado e interno, de modo a ficar meio que escondida. Eles disseram que assim tinham como oferecer ar condicionado. A verdade que nunca mais houve encontros dominicais. Então outras opções foram aparecendo na redondeza para café da manhã, porém mais caras e nem tão descontraídas.

Eu gosto dos funcionários, eles já me conhecem há bastante tempo. Todavia percebo que a gerência não se importa muito em agradar os seus clientes habituais. Recentemente, por ocasião do aniversário de minha filha, foi escolhida (a meu contragosto) uma torta da padaria. Paga antecipadamente. Ao ser entregue em casa era outra torta totalmente diferente. Nem adiantou reclamar, não nos atenderam. Ficamos com aquilo lá mesmo e nunca mais compraremos outra, porque não faltam melhores opções a preços pouco acima do que foi pago.

A massa dos pães foram caindo de qualidade, especialmente os doces, os pães de sal costumam estar escuros e cascudos. Mas salva na hora da chuva ou cansaço quando andar até o Zona Sul fica fora de questão.

Um trunfo deles ainda é a galinha assada, aquela que voces vêem rodando nas máquinas, simplesmente é muito bem temperada e acompanhada de deliciosa farofa.

Hoje, infelizmente, eu me aborreci, porque eles se enrolaram e estavam vendendo o que não tinham. Não se importaram em comunicar que a demora poderia ser de até 40 minutos. Após ter comprado a ficha, vendo que eu estava com criança, ofereceram entregar em casa. É muito perto. Olhei o relógio e vi que dava para segurar o almoço. Só que os 40 minutos passaram e se transformaram em quase duas horas de espera; então telefonei e ao perguntar pelo produto disseram que eu ainda precisava esperar mais tempo! Ou seja, estavam vendendo o meu produto pago! Como o telefone que eles atendem fica próximo a rua, com direito a intenso barulho de ônibus, não se fala, berra. Eu com esta vozinha fina pareço uma histérica, é complicado falar mais alto e ganhar do som acima do nível suportado.


Fim das contas: nada do assado, nada do almoço, nem do dinheiro devolvido, e se quiser que eu vá lá buscar.

Uma pena que a qualidade caiu tanto, quanto ao produto e serviço, eles fazem isso porque as outras duas padarias não existem mais para competir com eles, somente uma bem mais longe.

Eis a oportunidade para quem é do ramo: abrir uma padaria de qualidade que ofereça mais e ponha eles no chinelo.

Enquanto escrevia isso, eu me lembrava de uma postagem de um amigo, Lorran Feital (http://www.oadafoca.blogspot.com/), que nela informou sobre padarias britânicas que estavam avisando pelo Twitter aos clientes quando os pãezinhos estavam saindo e quentinhos. Um luxo!

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/04/07/padaria-britanica-avisa-pelo-twitter-quando-tem-pao-quente-755177890.asp