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sábado, maio 30, 2009

Um branquelo nada angelical

O Snow é um gato de sorte.

Ele foi encontrado por minha sobrinha Julia na mata perto do Haras que costuma ir. Aliás, lindo lugar para se conhecer. Ainda vou falar dele e dos arredores.



Houve um impasse porque não queriam deixar que ela o trouxesse, portanto, o escondeu. Além de que o pai, a princípio, também não gostou da idéia, visto que já tinham metade de um zoológico em casa: 01 cachorro (Bob) , 01 gato (Gugu), 01 préa (Lilica), 04 tartarugas (Lolo, Casquinha, Cleópatra e Diva), além de um já desaparecido hamster.



Então chegou o mansinho, simpático e angelical gatinho branco que passados 12 meses ficou enorme e protagonizou lutas medievais com o Gugu, saíam rolando e esbarrando em todos sem parar a briga. Aliás, nós que precisávamos sair de perto!

Harmoniosamente, vivia solta e feliz da vida a Lilica, que atendia pelo nome. Lilica, a préa, morou inicialmente numa gaiola e foi ganhando espaço no jardim da casa e ignorada pelos felinos.
Era tão bom tê-la ali! A minha irmã leu que préas não viviam mais de 03 anos, acabou sabendo que mais de 03, mais de 04, mais de 05 e mais de 06...

O Snow é o amor de minha filha L.. A primeira coisa que faz ao chegar na casa da Tia 'Mion' é correr atrás dele e pegar aquele primo do Garfiled no colo. Pode fazer tudo com ele, até puxar o rabo, ele nada faz. Acho que nem sentando encima dele é capaz sequer de miar.

Cada gato e sua mania, por isso um dormia preso na sala (Gugu) e outro na área (Snow), porque eles são notívagos, podem aprontar e, sobretudo, acordar os humanos durante a madrugada. O Gugu é especializado nisso. Se estiver fora da casa, sobe o telhado e entra por alguma das portas das varandas dos quartos, mia até torrar um santo que acorda e se levanta para permitir a entrada triunfal.

Uma bela noite chuvosa passou e na manhã seguinte minha irmã abriu a porta da área e ao descer até o porão (não lembro fazer o que) se deparou com uma cena digna de filme de terror: a Lilica estava degolada e sua cabeça jamais apareceu.
Ela desconsolada me ligou aos prantos. Foi uma verdadeira comoção naquela casa. Eu fiquei de luto, afinal a Lilica também era minha amiga.

O mais interessante que quem dormia lá, um felino manso e totalmente branco, saiu incólume: alvinho da silva. Sem um vestígio do crime que cometeu. Como nada se comprovou efetivamente contra ele, não foi preso, nem castigado. Continua comendo e sendo vacinado. Bom, depende, eu nunca mais o peguei no colo. A casa se dividiu em dois, os que ainda gostam dele e os que o desprezam totalmente. Eu faço parte do time que o vilipendia.

Eu sou assim, fim é fim. E por isso mesmo aproveito para terminar por aqui.

Moral da História: Nem todos os bichos branquinhos são angelicais.



Ainda volto para contar a história do cavalo branco campeão, Galileo, porém chamado criteriosamente de "Tubarão".

(por Sissym)

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9 comentários:

  1. Que história! Quem disse que os animais não têm ciúmes e sentimentos do tipo?

    Parabéns pelo texto, como sempre, gostoso de se ler.

    Beijos,

    André

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  2. Que estória hem! Mas temos qe levar em nta os insintos destes ichinhi e não podemos culpá-los por isso.

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  3. Oi linda!
    Vim te dizer que tem selinho para você lá no The New.
    Beijão.

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  4. Agradeço ao Rom, novo amigo a visitar. Ao querido André, sempre tão fiel e amável. E a Sandra pelo presente que ganhei, já vi e me enlouqueci kkkkkkkkkkk Beijos a todos.

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  5. Sissym,
    O seu jeito de contar suas historinhas cativa até criança velha... hihihi.
    Também não gostei do que fizeram com a Lilica. A postura do Snow foi bastante suspeita, mesmo em se tratando de animal. E gato, pode se sujar todo que depois aparecem branquinhos como se nada tivesse acontecido. Daí a ausência do vestígio. A contratatação de um detetive daria outro belo conto.
    Abraço amiga.

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  6. Oi sou nova por aqui, conheci o seu blog através da Nana. Não posso deixar de comentar, que tragédia, mas perdoa ele, isso é o instinto, sempre fala mais alto. Bjos.

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  7. Andreia, amei sua participação, adorei o comentário. Volte sempre e se tiver um blog me dá o link, vou prestigiar. Bjs

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  8. muito bom o que li :)
    li por causa do meu texto da uma olhada...


    abraços

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  9. Ops, há controvérsias.
    Onde está a prova de que foi um parente meu que cometeu tal crime. Respeito a dor dos familiares, pois perder um ente querido é muito doloroso e já passei por isso.
    Agora, se não há prova, como podem responsabilizar o branquinho.
    Com tantos outros seres na casa, quem pode garantir que não foi o quarteto. Não viram o filme "tartarugas ninjas"? Então, são violentos demais eles.
    Se não há prova contundente, não deve sob nenhuma hipótese, estabelecer a culpa. Todo mundo é inocente até que se prove o contrário.
    Na região não pode ter tigres soltos??
    De repente, até esse tal de 'chupa cabras', sei lá.
    Eu absolvo o Snow, pois se nenhum vestígio foi encontrado em seu corpo, é injusto a ele imputar qualquer crime.
    Adorei a estória e o blog.
    Bjs.

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